Além da importância econômica, a atividade da construção civil tem relevante papel social, pela capacidade de diminuição do déficit habitacional e pelo seu potencial na geração de emprego e renda.

No entanto, a deficiência na qualificação dos profissionais da construção civil constitui um dos principais fatores que impedem a melhoria da qualidade e produtividade do setor. A rotatividade inerente à contratação de mão-de-obra também desestimula o setor privado na realização de investimentos mais significativos na capacitação de sua força de trabalho, mesmo sendo este setor um dos maiores empregadores diretos do País.

Esse quadro aponta para a necessidade de atuação do setor público, articulando as entidades, ações e programas de capacitação e requalificação profissional, tendo em vista as necessidades específicas da construção civil.

Dessa forma, o Sistema de Capacitação e Certificação Profissional na Construção Civíl propõe investir na qualificação profissional dos trabalhadores da construção civil numa dimensão social, não se limitando a aspectos técnicos da construção, mas envolvendo também a formação básica, o desenvolvimento de habilidades de gerenciamento e sensibilização para mudança de comportamentos, com ênfase na: produtividade, ligada à redução de perdas e à adequada utilização dos materiais de construção e dos sistemas construtivos, que podem resultar de melhorias na concepção e execução das unidades habitacionais; e qualidade, relacionada à melhoria dos padrões de produção e de comercialização, tanto dos materiais de construção como do produto final (a habitação).

O alcance dessas ações de qualificação da mão-de-obra da construção civil está atrelado a outras iniciativas Institucionais (Escola do Menor Aprendiz/SENAI; Programa Primeiro Emprego/MTE; Parceria Senai/ABCP; Parceria CAIXA/ANAMACO; Apoio à Autoconstrução Assistida); e não se limita à força de trabalho efetivamente contratada pelo setor. Este projeto, em desenvolvimento pelo PBQP-H, abrangerá a qualificação profissional, desde engenheiros e arquitetos, até os mestres-de-obras, pedreiros, encanadores, eletricistas, e a capacitação de gestores e trabalhadores envolvidos na autogestão.